Visualizações

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Começam testes com ônibus BRT no Rio de Janeiro, ainda sem passageiros


O fim de semana foi de testes para o novo sistema Bus Rapid Transit (BRT). Na manhã deste sábado, três dos novos ônibus articulados circularam na pista exclusiva e fizeram paradas em algumas estações. O corredor exclusivo vai ligar Santa Cruz, Campo Grande e outros bairros da Zona Oeste à Barra da Tijuca, com a meta de reduzir pela metade o tempo de viagem. O sistema BRT deve começar a funcionar efetivamente em junho, mas ainda aos poucos, em fases.
A altura do piso do ônibus articulado é igual ao do chão das estações, para facilitar o embarque e desembarque. Os veículos têm ar-condicionado, painéis eletrônicos e sistema de som para comunicação com os passageiros. O corredor exclusivo será usado apenas pelos ônibus articulados, cada um com capacidade para 140 passageiros. Os veículos só vão parar nas novas estações, muitas ainda em construção.
O sistema BRT parte do Terminal de Santa Cruz e percorre toda a região de Guaratiba. Depois, atravessa o novo Túnel da Grota Funda, chega à Avenida das Américas, na altura do Recreio dos Bandeirantes, e segue até o Terminal Alvorada. Depois dos testes com os equipamentos, intensificados neste fim de semana, a prefeitura vai fazer testes com passageiros. O período de experiência vai ser de dez dias, mas ainda não tem data para começar.
O BRT começa a funcionar primeiro em horário restrito para testes, entre 10h e 15h, junto com três linhas alimentadoras do sistema nos bairros. Ao todo, dez estações vão estar abertas no trecho entre Santa Cruz e o Terminal Alvorada. “Acho que vai ser bom, porque vai aumentar a quantidade de pessoas que utilizam o transporte público”, comentou um rapaz. “Só depois desses testes, nós vamos abrir mais estações e iniciar o que a gente chama de Etapa 1, que é o serviço ligando Santa Cruz ao Terminal Alvorada, em todos os horários”, Sansão.
Em junho, o sistema começa a operar em 29 estações, entre a Barra da Tijuca e Santa Cruz. A passagem vai custar R$ 2,75 e vai dar direito ao passageiro de embarcar no ônibus comuns, das linhas alimentadoras nos bairros, e continuar a viagem nos ônibus articulados BRT a partir do Terminal Alvorada, por exemplo.
O Túnel da Grota Funda ainda está passando pelos últimos ajustes. O BRT também vai fazer a ligação entre o Terminal de Santa Cruz e Campo Grande, e só estará funcionando totalmente em agosto, segundo a previsão da prefeitura.

Ar-condicionado no caminhão exige manutenção o ano todo


O ar-condicionado dos caminhões, essencial durante o verão e, por vezes, deixado de lado durante o inverno, é um item que exige cuidados e atenção o ano inteiro. A correta manutenção do aparelho não é importante apenas para seu próprio funcionamento, mas também para a saúde do motorista. Com longas jornadas dirigindo, deixar o sistema sem cuidados pode ocasionar doenças respiratórias e alérgicas.
A baixa ocorrência de panes no ar-condicionado em oposição a outras questões mecânicas faz com que este não esteja na linha de frente das preocupações dos motoristas. Segundo Carlos Augusto Souza, supervisor do Help Desk Técnico da Iveco, “o sistema requer baixa manutenção, que está focada na substituição do filtro de entrada de ar para a cabine”. Ele ressalta a importância da troca do filtro antipólen a cada seis meses, para que não ocorra obstrução ou mesmo formação de colônias de bactérias.
Os sintomas de defeitos na refrigeração devem ser monitorados com atenção pelo condutor, que precisa ficar de olho em qualquer problema na eficiência do fluxo de ar e no próprio corpo: irritação no nariz ou na garganta podem indicar sujeira nos dutos ou no filtro, de acordo com Souza.
O ar gelado em contraste com o calor do motor umedece os dutos de ar do sistema, favorecendo a proliferação de fungos e bactérias, é o que afirma o médico Dirceu Rodrigues Alves Júnior, diretor de Comunicação da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).
Apesar de não possuir estatísticas concretas sobre os números de patologias e doenças que surgem em função desse problema, já que muitos motoristas não relacionam seus sintomas ao ar-condicionado, ele afirma que a incidência é comum. “Quando o motorista liga o carro, ele injeta no ambiente esses microorganismos que estão nos filtros e nos dutos. Com os vidros fechados, ele está injetando a todo momento isso no ambiente dele”, explica.
Alves Júnior chama a atenção também para o uso frequente do aparelho, mesmo no inverno, para que o ar circule e não acumule poeira. “É preciso que o motorista, numa jornada longa, lembre que o aparelho respiratório poderá sofrer com esse ar, que pode causar inclusive doenças crônicas, como é a doença pulmonar obstrutiva crônica que pode se caracterizar como enfisema pulmonar”, alerta. As rinites, faringites, bronquites, sinusites, pneumonias e demais doenças respiratórias também podem ter origem em um ambiente contaminado por um ar-condicionado sem manutenção.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

São Paulo libera circulação de caminhões leves no centro da cidade


O prefeito Gilberto Kassab (PSD) liberou a circulação de caminhões menores pelo centro expandido de São Paulo durante todo o dia. O decreto publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial do município permite que os chamados Veículos Urbano de Cargas (VUCs), com no máximo 5,5 metros de comprimento e que transportam até 4,5 toneladas, rodem por avenidas importantes como a Rebouças, Paulista, São Luís, Prestes Maia, Nove de Julho, Santo Amaro e Cidade Jardim.
Segundo o prefeito, a liberação faz parte do processo de “melhorar o trânsito e organizar o abastecimento na capital”.
Até ontem, esses veículos só podiam rodar pelo centro fora do horário de pico, das 10h às 16h. Agora, a circulação foi liberada em todos os horários. Os caminhões, porém, vão ter de respeitar o rodízio municipal de placas.
O prefeito vinha sofrendo pressão do sindicato dos transportadores de carga (Setcesp) para liberar a volta dos veículos, já que era uma “contrapartida” pelas recentes restrições colocadas na Marginal Tietê. Há informações ainda que donos de transportadoras de cargas de todo o País que vinham pressionando lideranças do PSD aliadas de Kassab em outros Estados pela medida.
Segundo Kassab, diferentemente de outras cidades da região metropolitana de São Paulo, o tamanho dos caminhões tolerados na cidade não será aumentado. “Não aceitaremos pressão. Não há hipótese de aumentar o tamanho dos VUCs”.

Novo Iveco Tector – Economia, conforto e versatilidade no segmento de semipesados


À convite da Iveco, participei do lançamento do Novo Iveco Tector em Salvador-BA. Pude conhecer o caminhão e ver a versatilidade da linha, que atende completamente o segmento de semipesados. São 41 versões, com muitos itens de série e uma ampla linha de opcionais que tornam o caminhão um dos mais completos da Iveco.
Também foram apresentados os novos Tector Attack, modelo de entrada dessa linha, mais simples, mas com o mesmo padrão de conforto, voltado a aplicações urbanas, como lixo e bebidas, com muitas combinações de entre-eixos e cabines, para atender um nicho de mercado que não pára de crescer.
A linha OFF-ROAD, conta com uma série de opcionais para facilitar e oferecer mais conforto para o motorista fora-de-estrada. E o top de linha, modelo Stradale, que tive o prazer de dirigir, e é o caminhão semipesado mais confortável do mercado. Todos esses caminhões possuem o sistema SCR para atender a legislação Proconve P7, e as caixas de câmbio que contribuem muito para a economia de combustível e facilidade de operação em qualquer situação.
Esse grande lançamento vem atender o segmento que mais cresce no mercado de caminhões, com cerca de 35% de participação nas vendas de caminhões no Brasil. Os novos motores FTP NEF 6, além de potentes, com 218 e 280cv e tecnologia SCR, possuem uma faixa muito ampla de torque, entre 1200 e 2100 rpm, com ótimos 680 NM.
Com todos esses atributos, o Novo Iveco Tector vem se destacar no mercado cada vez mais competitivo de caminhões no Brasil.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Diesel subsidiado no Brasil emperra a cabotagem


Custo de frete menor do que o caminhão, integridade da carga e redução das emissões de gás carbônico. São com esses benefícios que as empresas de transporte marítimo tentam atrair clientes para os navios que trafegam nas águas brasileiras.
Hoje, cerca de 15% das cargas transportadas no país usam a navegação costeira. Já o modal rodoviário representa mais de 60% da matriz de transporte do Brasil.
Para o diretor executivo da Hamburg Süd, Julian Thomas, a cabotagem tem muito o que crescer no país, mas esbarra na falta de infraestrutura dos portos brasileiros e nos custos de operação, hoje muito mais altos que o do caminhão.
“O que mais pesa no custo operacional é realmente o combustível, cerca de 60%. Para navegação o preço de referência é cotado em Roterdã e uma tonelada de bunker (conteiners), chega a US$ 690, o maior da história”, explica o executivo.
Em 2009, recorda ele, no auge da crise econômica mundial, o combustível era cotado a US$ 450 a tonelada.
Em desvantagem
No caminho inverso, o caminhão tem o diesel que é subsidiado pelo governo federal. Hoje, o preço do combustível é de cerca de R$ 2 o litro.
“A cabotagem tem um potencial enorme para crescimento no país. Mas, temos que nos desdobrar para trazer para os navios cargas que são transportadas pelo caminhão. Somos economicamente mais viáveis em grandes distâncias, emitimos menos poluentes e somos mais seguros”.
Em distâncias acima de 1,5 mil quilômetros entre a origem e o destino, a navegação costeira é até 15% mais barata que o transporte rodoviário. “Há cargas que já migraram para a navegação, como o arroz. Hoje, 100% do arroz é transportado por navio”, disse Thomas.
Mercado disputado
Com o aumento do interesse pela cabotagem, a concorrência entre as empresas que realizam esse serviço no Brasil está mais acirrada.
A Aliança Navegação e Logística é quem lidera o setor, seguido pela Log-In Intermodal. A Aliança, que é a subsidiária brasileira do armador alemão, Hamburg Süd, tem dois serviços de cabotagem, cada um com quatro navios. Já a Log-In nasceu para a navegação costeira.
“O serviço para Manaus geralmente é o que tem menos capacidade ociosa. Cerca de 40% das cargas que chegam nas empresas da região são transportadas por navios. Mas, a volta tem muito o que crescer ainda”, disse o executivo. A empresa tem oito navios em operação.
Mas, mesmo com o cenário adverso, Thomas acredita que o frete no serviço deve apresentar uma recuperação este ano.
Segundo ele, as medidas macroprudenciais adotadas pelo governo federal para estimular a economia serão sentidas no segundo semestre deste ano. E com a indústria em pleno vapor o transporte por navios pode ser mais demandado.
“O primeiro trimestre a economia brasileira estava estagnada, isso fez os volumes transportados ficarem iguais ao do ano passado. Mas, já percebemos que o setor industrial está se recuperando comprando mais matéria prima.” Ele acredita que o a cabotagem no país vai crescer cerca de 8% este ano em relação a 2011.

Funcionários da Volvo entram em greve por tempo indeterminado


Os trabalhadores da Volvo Caminhões decidiram em assembleia na manhã desta terça-feira (15) entrar em greve por tempo indeterminado. O motivo principal é o impasse entre a proposta oferecida pela empresa para o pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a reivindicação dos metalúrgicos.
A Volvo oferece PLR de R$ 15 mil, o mesmo pago no ano passado, e um abono salarial de R$ 6 mil, além de aumento real de 2,51%. Os trabalhadores querem PLR de R$ 18 mil, aumento real de 3% e a incorporação do abono no vale-mercado, que passaria dos atuais R$ 220 para cerca de R$ 800 mensais, totalizando cerca de R$ 10 mil em 12 meses.
Ao todo, cerca de 3,5 mil funcionários devem cruzar os braços. Participaram da assembleia, organizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba em frente à fábrica na Cidade Industrial de Curitiba, cerca de 1,8 mil pessoas.
O Sindicato havia dado o prazo até ontem para que a empresa melhorasse a proposta, o que não aconteceu. A fábrica está com o pátio lotado de ônibus e caminhões, o que deve prolongar ainda mais as negociações.
No ano passado, os metalúrgicos da Volvo conquistaram a maior participação nos lucros já registrada na iniciativa privada brasileira, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos (Dieese). Na época, houve paralisação de três dias do chão de fábrica até que a proposta fosse aceita pela montadora.
Um dos motivos que teriam levado os funcionários a cobrarem reajustes nos benefícios seria o desempenho apresentado pela montadora em 2011, com o fornecimento de 115.345 unidades de caminhões no mundo inteiro, segundo o site do SMC, a revista da empresa sueca, chamada de Volvo Trucks Globetrotter. Isso significa um incremento de 53% comparado ao ano anterior.
A Volvo, por sua vez, informa que a proposta que repete os valores de 2011 é excelente, pois significa para quem ganha menos na empresa quase nove salários a mais além dos 14 vencimentos pagos ao empregado durante o ano – considerando que a meta estabelecida para PLR seja atingida integralmente. A montadora avisa que continua em negociação com o sindicato para chegar a um acordo.

16 2012 Mercedes lança novo Sprinter na Argentina


Após muitos testes e diversos atrasos, a nova geração do Mercedes-Benz Sprinter enfim estreia no Mercosul. Primeiramente, o modelo chega às lojas da Argentina, onde é fabricado. Até o fim do ano, começa a ser vendida também no Brasil, um dos mais de 50 países a receber o comercial leve feito na terra do tango.
Com plataforma nova, o Sprinter de geração NCV3 tem estilo bem mais arrojado. Os vincos acentuados na carroceria e os grandes farois e lanternas revelam um projeto mais recente. Na Europa, o modelo compartilha componentes com o Volkswagen Crafter, o que ainda não se sabe se acontecerá no Brasil.
Um dos pontos mais positivos do modelo é a oferta de equipamentos de segurança. Todas os acabamentos contarão com freios antitravamento (ABS), airbag para o motorista e controle de estabilidade (ESP) adaptativo, que modifica o modo de atuação dependendo da quantidade de carga. Segundo a Mercedes, o utilitário passa a ser o único modelo feito na América do Sul com ESP de série.
Ao todo, o mercado argentino contará com pelo menos 15 versões do Sprinter. As versões de carga terão capacidade entre 1.880 e 2.500 kg, com volume oscilando entre 7,5 e 14 m³ (metros cúbicos). Já as carrocerias de passageiros terão espaço para 16 a 20 pessoas, com o motorista incluído. A opção chassis-cabine leva até 5 toneladas.
Sob o capô, o Sprinter 2013 utilizará o 2.1 (2.143 cm³) de quatro cilindros e 16 válvulas, equipado com turbo, intercooler e injeção common-rail. A potência subiu de 129 para 150 cv, com torque de 33,7 kgfm (1.200 rpm). A opção de 89 cv, antes oferecida na Argentina, sai de cena, assim como a de 109 aqui vendida. A transmissão tem seis marchas, com tração traseira.
Os preços na Argentina começam em US$ 40.797 (R$ 82 mil)