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segunda-feira, 5 de março de 2012

Comil apresenta micro-ônibus para transporte de pacientes a autoridades do Alto Uruguai em Erechim


A Comil reuniu cerca de 60 pessoas, entre Secretários de Saúde e Prefeitos da região do Alto Uruguai e associados da AMAU (Associação de Municípios do Alto Uruguai), em um jantar de apresentação do micro-ônibus Piá Saúde nessa terça-feira (28/2). O veículo, desenvolvido com apoio técnico de pesquisadores e profissionais da área da saúde, é o único que está adequado à legislação vigente para o transporte de pacientes de baixo risco. O evento ocorreu no Polo de Cultura do Parque da ACCIE, em Erechim.
Segundo o Gerente de Administração de Vendas da Comil, João Luis Souza Amado, as expectativas de comercialização do ônibus são promissoras. “O Piá Saúde é uma opção para as administrações municipais, que optaram por adquirir o veículo tecnicamente adequado, dentro das normas para transporte de pacientes, trazendo mais qualidade e segurança ao atendimento de saúde pública”.
O veículo começou a ser elaborado pela Comil em 2009 com objetivo de atender as normas de órgãos da saúde pública, tais como OMS (Organização Mundial de Saúde), ANVISA (Agência Nacional da Vigilância Sanitária), Ministério da Saúde, DETRANs (Departamentos de Trânsito) e outros.
Como resultado, o Piá Saúde é ideal para transportar até 18 pacientes de baixo risco sentados, com doenças crônicas ou deficiências múltiplas. O carro oferece toda a infra-estrutura exigida pelas normas técnicas, principalmente aquelas voltadas à higienização da Cabine de Condução – local da tripulação (motorista e Técnico de Saúde) – e da Célula Sanitária (local dos pacientes). O carro também foi concebido com a melhor tecnologia de controle de propagação de bactérias já usada no país.
O veículo também é equipado com dispositivos de alta tecnologia que aliam conforto, higiene, acessibilidade e segurança, atendendo a normas para pacientes com mobilidade reduzida e deficiências físicas. São disponibilizados, ainda, circuladores de ar, ar condicionado, microfone no painel do motorista e outros componentes de segurança para a tripulação e pacientes.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Caio Induscar produz primeira carroceria de ônibus do Brasil para simulador de trânsito


Em projeto inédito no Brasil, a Caio Induscar, em parceria com a Simbra, fabricou o primeiro simulador de trânsito, que será utilizada para treinamento de motoristas de ônibus.
Com esse novo equipamento, as operadoras e órgãos de transporte poderão oferecer um treinamento mais eficaz e para que os motoristas aprendam a prever e evitar acidentes sem o risco de estar no tráfego.
Para isso, a carroceria desenvolvida pela encarroçadora possui o cokpit equipado com todos os acessórios do motorista e botões de comando ligados ao simulador, que fica encaixado no painel e simula com precisão diversos tipos de situações de trânsito, como chuva, neblina, pista escorregadia, entre outras.
O modelo de carroceria escolhido para o projeto foi o Apache Vip, líder nas vendas da encarroçadora e no país.

Radar começa a fiscalizar caminhões pela esquerda


Desde ontem, quinta-feira, os caminhoneiros que insistirem em trafegar pela faixa da esquerda da Rodovia dos Imigrantes serão autuados por um radar de presença, instalado na via. Ele está no Km 48 da pista de subida e será capaz de flagrar os motoristas de acordo com o peso e com o comprimento do veículo.
Segundo a Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), o equipamento têm como principal medição a distância entre eixos.
Enquanto veículos de passeio têm de 3 a 4 metros entre os pneus da frente e de trás, caminhões, ônibus e micro-ônibus têm características distintas. Por este motivo, veículos mais pesados serão flagrados.
De acordo com o gerente de Atendimento ao Usuário da Ecovias, Eduardo Di Gregório, vans não serão autuadas. “Ele (o radar) pega por massa e comprimento, então só vai registrar veículos com peso maior, como ônibus e micro-ônibus”.
Como explica o gerente, o peso é a outra variável. A razão entre os dois índices é o fator determinante para o acionamento da câmera, responsável por flagrar a placa do veículo. Os dados serão encaminhados ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que fará o tratamento da imagem e a autuação do veículo.
“A foto pega as três faixas e vai identificar com precisão a posição do caminhão na da esquerda. Ela é de fácil identificação; então, fica bem claro para o DER fazer essa autuação”, ressalta Di Gregório.
A infração de tráfego de veículos lentos em faixas de trânsito rápido é considerada leve pelo Código de Trânsito Brasileiro (

quinta-feira, 1 de março de 2012

Randon fecha 2011 com receita bruta total de R$ 6,4 bilhões


A Randon, empresa brasileira fabricante de caminhões e retroescavadeiras, registrou, em 2011, aumento em todos os indicadores. Segundo balanço divulgado nesta terça-feira (28) pela companhia, a receita bruta total da empresa antes da consolidação, foi de R$ 6,4 bilhões, alta de 14,1% ante 2010.
A receita líquida consolidada ficou 11,8% maior que 2010, fechando em R$ 4,2 bilhões. Já o Ebitda, de R$ 556,7 milhões, foi 2,8% maior, e o lucro líquido consolidado alcançou R$ 269,1 milhões, com margem líquida de 6,5%, o que representa um crescimento de 7,9% no ano.
As vendas consolidadas para o exterior no exercício de 2011 totalizaram US$ 294,4 milhões, aumento de 22,5% sobre o mesmo período de 2010 (US$ 240,2 milhões).
Para o diretor corporativo e de relações com investidores, Astor Milton Schmitt, os bons resultados são fruto, entre outros, do momento favorável da economia local e da performance da companhia e de suas controladas no mercado externo, o que originou receitas totais em 2011 de US$ 294,4 milhões, um crescimento de 22,5% quando comparado ao exercício anterior.
E a troca do sistema ERP (Enterprise Resource Planning) também impactou os resultados. “A integração e padronização dos processos de negócios são fundamentais para promoção dos ganhos de sinergia entre as empresas do grupo, além de gerar agilidade na estratégia de crescimento”, afirmou o presidente da Randon, David Abramo Randon.
No quesito investimentos, foram contabilizados R$ 248,3 milhões em 2011. Neste período, a aompanhia realizou a etapa principal dos investimentos na implantação do novo sistema de gestão, o ERP. E a troca do sistema ERP (Enterprise Resource Planning) também impactou os resultados. “A integração e padronização dos processos de negócios são fundamentais para promoção dos ganhos de sinergia entre as empresas do grupo, além de gerar agilidade na estratégia de crescimento”, afirmou o presidente da Randon, David Abramo Randon.
Foco na construção civil
A Randon aposta no crescimento da construção civil e da mineração em 2012 para alavancar seus negócios. O foco ficará na fabricação de caminhões fora de estrada (usados no setor de mineração) e equipamentos da chamada linha amarela, como escavadeiras. Mas para acelerar seus planos a empresa, além de investir R$ 400 milhões em ampliação da capacidade, tenta driblar o preço do aço na indústria nacional. Por isso, boa parte dos US$ 150 milhões em importações previstas para este ano pela Randon deve ser de aço.
“No Brasil, o preço da chapa de aço é bem mais alto que no exterior. Se produzirmos 100% dessa linha no País, o nosso produto ficaria mais caro que dos concorrentes”, afirmou ontem o diretor vice-presidente de operações da Randon, Erino Tonon. De acordo com o executivo, as chapas de aço são mais baratas na Itália que nos países vizinhos. “Esperamos que essa situação se reverta e lamentamos a perda da competitividade da siderurgia nacional”, diz.
Conforme dados do Instituto Nacional de Distribuidores de Aço (Inda), no ano passado as usinas nacionais deixaram de entregar 5 milhões de toneladas de aço, e entre 2007 e 2011, a importação indireta de aço cresceu 113,6%. Os setores de máquinas e equipamentos e automotivo (autopeças/automobilístico) são os que mais utilizam o aço indireto.
A previsão da Randon é de que, nos próximos cinco anos, todas as linhas do grupo – que incluem reboques e semirreboques, câmaras frigoríficas, vagões e autopeças – dobrem o tamanho. Para o segmento de veículos – que inclui os equipamentos para construção civil – deve triplicar. O diretor corporativo e de relações com investidores da Randon, Astor Schmitt, destaca que, nos últimos anos, a empresa tem crescido, em média, em torno de 15% ao ano.

DROGAS: Quem é a maior vítima?


O uso de drogas nas estradas vêm se tornando algo muito comum entre caminhoneiros de todo o país. O consumo de anfetamina no Brasil é alarmante, o Governo Brasileiro vem sendo alertado pela Organização das Nações Unidas quanto ao consumo excessivo, que cresce devido à procura dos caminhoneiros, que se sentem estimulados para dirigir por mais tempo com o uso da substância.
Cargas perecíveis em transporte inadequado, valor baixo do frete, carga horária cada vez maior e pouco tempo para descanso são alguns fatores apontados como as principais causas que levam os caminhoneiros a utilizarem drogas. O próprio transportador, muitas vezes disponibiliza a droga ao motorista, incentivando-o a fazer seu uso, visando mais lucratividade e maior rendimento no trabalho, sem saber que estará aumentando os riscos no volante, já que o motorista estará sujeito a acidentes, colocando em risco a carga transportada e sua própria vida.
Drogas como cocaína, álcool e anfetamina são as mais comuns nas estradas e são vendidas à luz do dia, muitas vezes até por funcionários de postos de gasolina e restaurantes, que disponibilizam o produto com muita facilidade. Com isso, os motoristas não têm dificuldades em encontrar o produto, e o custo é acessível ao seu bolso, já que prefere gastar um pouco do dinheiro em drogas, para lucrar em cima de mais fretes que ele fará em função de estar sob o efeito de drogas estimulantes. Mas essa visão dos motoristas é um grande engano, pois, inicialmente essas drogas têm um efeito estimulante e, após sua declinação no sangue, levam a intensa fadiga, que pode levar a um apagão, e o motorista pode acabar dormindo na direção do veículo.
As drogas utilizadas pelos caminhoneiros são as drogas estimulantes, são substâncias que aceleram a atividade do sistema nervoso central (Cérebro), que passa a funcionar mais rapidamente. Assim, o motorista sob seu efeito corre mais, come e bebe menos, fazendo com que um percurso longo seja percorrido em um pequeno intervalo de tempo. Muitos motoristas que utilizam a droga não sabem de sua origem, é importante ressaltar que é um estimulante sintético, ou seja, fabricado em laboratório, porém, algumas vezes é fabricado em fundo de quintal, o que aumenta os riscos para os motoristas, que são vítimas de acidentes ocasionados por falta de atenção e descontrole no volante, causados pelo uso dessas substâncias.
É importante ressaltar as conseqüências que o uso dessas substâncias podem trazer ao motorista, que é afetado tanto no estado físico, quanto no estado emocional, deixando-o muitas vezes com um comportamento mais agressivo. Além disso, surgem diversos problemas de saúde e muitos acabam se agravando, o que pode levar a morte. Uma outra conseqüência do uso de drogas é a dependência psicológica que o motorista passa a ter, quanto mais ele usa, mais ele quer, muitas vezes até sobrepondo uma dose a outra o que agrava ainda mais seus efeitos.
De acordo com Dirceu Rodrigues Junior, médico da ABRAMET, as drogas mais comuns nas estradas são: Anfetamina, maconha, cocaína e crack. Essas drogas são substâncias psicoativas, ou seja, atuam no sistema nervoso central, comprometendo principalmente a atenção, concentração, raciocínio, vigília, reflexo motor, sensibilidade tátil, visão e audição.
“Essas drogas levam a um processo degenerativo do sistema nervoso central, deixando em conseqüência múltiplas alterações e doenças como: dependência química, desajuste social, desordens psicológicas, depressão, psicose perigo de overdose, parada respiratória, parada cardíaca, doença cardiovascular, doença respiratória, insuficiência hepática, renal, além da possibilidade de desenvolver câncer” afirma Dirceu.
Uma droga muito conhecida e utilizada por caminhoneiros é o “rebite”, constituído pela anfetamina e seus derivados. O rebite foi lançado no mercado farmacêutico como descongestionante nasal, foi usado também como revigorador na II Guerra mundial e na Guerra da Correia, hoje é indicado para moderador de apetite com receita médica e é muito usado por caminhoneiros como uma droga estimulante. O rebite pode ser usado como pó, cachimbo, e em forma de comprimido, também pode ser digerido em bebidas alcoólicas, o que agrava mais a situação, pois ocorre uma potencialização dos efeitos, as drogas em geral, quando associadas ao álcool constituem de 40 a 70% dos acidente fatais.
O consumo dessas substâncias no Brasil é alarmante, de acordo com uma pesquisa feita pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, de Ribeirão Preto, 30% dos caminhoneiros fazem o uso de substâncias a base de anfetamina para dirigir por mais tempo e não perder tempo nas paradas para o sono e o descanso.
Nesses casos, o trabalho da Polícia Rodoviária Federal é abordar o motorista e encaminha-lo à polícia judiciária, que fará todo o procedimento de investigação e prisão. O motorista que for encontrado demonstrando estar sob o efeito de drogas é encaminhado para a polícia judiciária para atestar, através de laudo (Exame pericial), se ele realmente está sob influência de drogas.
Efeitos do rebite
• Aumento da freqüência respiratória
• Aumento da freqüência cardíaca
• Elevação da pressão arterial
• Redução de apetite
• Insônia
Efeitos da Cocaína
• Pode mostrar pequena melhora do desempenho na fase de euforia (fase inicial, cinco a trinta minutos).
• Apresenta comportamento de risco, quando tem rebaixamento da concentração, atenção, vigília, raciocínio.
• Dilatação das pupilas levando a dificuldade visual e com grande sensibilidade à luz.

Excesso de carga traz danos aos pneus


Muitos motoristas pensam que transportar excesso de carga pode otimizar o tempo das entregas e, consequentemente, gerar economia. Porém, ao invés de benefícios, a prática geralmente ocasiona danos aos veículos, o que gera prejuízos, principalmente quando considerada a longo prazo. Na realidade, a sobrecarga nos caminhões resulta no aumento do seu custo de manutenção. E o pneu, considerado por especialistas um dos itens mais importantes, ficando atrás apenas do motor, é uma das peças que mais sofrem com a sobrecarga.
O desgaste dos pneus é algo inevitável. A borracha da banda de rodagem vai se desgastar em função do atrito com o solo. Mas é possível evitar o desgaste acelerado em função do potencial de desempenho de cada produto, ou mesmo o desgaste anormal. E evitar a sobrecarga, juntamente com a manutenção preventiva, auxilia para o melhor desempenho e aproveitamento dos pneus.
O Gerente Geral de Engenharia de Vendas da Bridgestone, José Carlos Quadrelli, destaca os danos que podem ser causados quando a carga ultrapassa o limite de peso indicado: “O excesso de peso acarreta maior aquecimento dos pneumáticos e a fadiga prematura das carcaças, diminuindo seu rendimento. Além disso, transportar peso acima do recomendado compromete a estrutura dos pneus e aumenta o risco de estouro ou de alterações estruturais importantes”.
O impacto da sobrecarga nas pistas gera danos não só para os caminhões. O excesso de peso prejudica também as estradas, pois provoca danos ao asfalto.
Quanto à economia, transportar carga em excesso acarreta um aumento de quase 50% no consumo de combustível e aumenta consideravelmente o risco de acidentes. Além disso, reduz a velocidade do caminhão, o que resulta em maior tempo de viagem.
O cuidado com o peso da carga transportada deve ser complementado com a manutenção dos pneus, que inclui calibragem, rodízio, alinhamento e balanceamento, utilização do pneu correto para cada aplicação, verificação do indicador de desgaste e manutenção preventiva de todo o veículo.

Caterpillar avança com novo leque de negócios


Perto de encerrar um programa de investimentos de R$ 350 milhões no país, a americana Caterpillar entra em um novo ciclo de crescimento, ampliando seu foco de atuação para capturar a demanda por máquinas nas atividades de mineração e extração de petróleo.
A empresa espera iniciar já em abril a produção de locomotivas em Sete Lagoas (MG), e – com a transferência das linhas de retroescavadeiras e carregadeiras de pequeno porte para uma nova fábrica em Campo Largo (PR) – começa a trabalhar na expansão de linhas no espaço aberto dentro do complexo industrial em Piracicaba, onde está a sede da companhia no Brasil.
Paralelamente, o grupo prevê para os próximos dois anos a introdução no mercado brasileiro de novas tecnologias de motores a gás da recém adquirida MWM, além da inauguração de uma linha de geradores para a indústria petroleira em Piracicaba. A inauguração está prevista para o dia 14 de março.
Em outra frente, trabalha para levar à sua rede de distribuidores novos equipamentos de mineração, segmento no qual a companhia americana ampliou o poder de fogo com a compra da Bucyrus, finalizada em julho do ano passado. Sua meta é chegar mais perto e facilitar o atendimento de clientes como a Vale, segunda maior mineradora do mundo.
A Caterpillar colocou os equipamentos de mineração – caso dos caminhões fora-de-estrada e das escavadeiras – no topo dos investimentos de US$ 4 bilhões previstos para este ano porque está operando acima da capacidade nessas linhas.
Contudo, não há no momento nenhuma decisão de iniciar no Brasil a produção dos grandes maquinários usados nas minas. A prioridade, por enquanto, é completar a integração da Bucyrus e levar seus equipamentos para toda a rede de distribuição.
“Uma vez que isso esteja concluído, o que deve acontecer neste ano ou no começo do próximo,, poderemos começar a olhar para a possibilidade de produção local”, disse Doug Oberhelman, presidente global da Caterpillar, que esteve no Brasil na semana passada.
O executivo está otimista com as perspectivas para a demanda de projetos ligados à infraestrutura, como a construção de estradas, portos e aeroportos. Para ele, a capacidade da indústria global de equipamentos ainda é insuficiente para fazer frente ao consumo dos próximos anos, levando em conta a velocidade de crescimento em mercados emergentes e a recuperação, ainda que lenta, de economias desenvolvidas.
No Brasil, a Caterpillar desembolsou quase US$ 200 milhões para ampliar sua capacidade nos últimos anos, mas Oberhelman disse que esses investimentos podem não ser suficientes para um aguardado aquecimento de consumo. A direção discute agora quais serão os próximos passos para preparar a companhia à demanda por bens de capital após a Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016.
“Não tenho nenhum plano a anunciar no momento, mas continuaremos investindo muito no Brasil nos próximos dois ou três anos”, conta Oberhelman.
Apesar da expansão de mercados em desenvolvimento na Ásia, na África e na América Latina, os Estados Unidos devem receber metade dos investimentos previstos para 2012. No ano passado, a matriz nos Estados Unidos recebeu quase 60% dos investimentos de US$ 2,6 bilhões realizados em todo o mundo.
Apesar disso, 70% das vendas do grupo já estão fora do mercado americano. “Os Estados Unidos, a Europa, a Austrália e o Japão são muito importantes. Mas, em termos de aceleração dos investimentos, estamos buscando regiões como o Brasil, a China e o Sudeste Asiático”, afirmou o presidente da Caterpillar.
O grupo tem como meta alcançar de US$ 68 bilhões a US$ 72 bilhões em receita global neste ano, o que, se confirmado, representará um crescimento de 13% a 20% na comparação com o resultado recorde de 2011.
As previsões da Caterpillar levam em conta fatores como a recuperação dos investimentos em mercados desenvolvidos, a retomada dos gastos com construção nos Estados Unidos, a forte demanda por commodities – estimulando os negócios de seus clientes – e um crescimento de 8,5% da economia chinesa. Também incorporam a tendência de crescimento em outras economias emergentes, em meio a uma distensão da política monetária na maioria desses países.
Sobre as oportunidades de aquisições, Oberhelman afirmou que ainda vê espaço para novos movimentos de consolidação na China, dado o grande número de fabricantes operando no país asiático. Já na América Latina, há poucas opções de compra e o foco do grupo na região continuará sendo crescer organicamente – ou seja, a partir das operações já existentes.