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quinta-feira, 1 de março de 2012

Caterpillar avança com novo leque de negócios


Perto de encerrar um programa de investimentos de R$ 350 milhões no país, a americana Caterpillar entra em um novo ciclo de crescimento, ampliando seu foco de atuação para capturar a demanda por máquinas nas atividades de mineração e extração de petróleo.
A empresa espera iniciar já em abril a produção de locomotivas em Sete Lagoas (MG), e – com a transferência das linhas de retroescavadeiras e carregadeiras de pequeno porte para uma nova fábrica em Campo Largo (PR) – começa a trabalhar na expansão de linhas no espaço aberto dentro do complexo industrial em Piracicaba, onde está a sede da companhia no Brasil.
Paralelamente, o grupo prevê para os próximos dois anos a introdução no mercado brasileiro de novas tecnologias de motores a gás da recém adquirida MWM, além da inauguração de uma linha de geradores para a indústria petroleira em Piracicaba. A inauguração está prevista para o dia 14 de março.
Em outra frente, trabalha para levar à sua rede de distribuidores novos equipamentos de mineração, segmento no qual a companhia americana ampliou o poder de fogo com a compra da Bucyrus, finalizada em julho do ano passado. Sua meta é chegar mais perto e facilitar o atendimento de clientes como a Vale, segunda maior mineradora do mundo.
A Caterpillar colocou os equipamentos de mineração – caso dos caminhões fora-de-estrada e das escavadeiras – no topo dos investimentos de US$ 4 bilhões previstos para este ano porque está operando acima da capacidade nessas linhas.
Contudo, não há no momento nenhuma decisão de iniciar no Brasil a produção dos grandes maquinários usados nas minas. A prioridade, por enquanto, é completar a integração da Bucyrus e levar seus equipamentos para toda a rede de distribuição.
“Uma vez que isso esteja concluído, o que deve acontecer neste ano ou no começo do próximo,, poderemos começar a olhar para a possibilidade de produção local”, disse Doug Oberhelman, presidente global da Caterpillar, que esteve no Brasil na semana passada.
O executivo está otimista com as perspectivas para a demanda de projetos ligados à infraestrutura, como a construção de estradas, portos e aeroportos. Para ele, a capacidade da indústria global de equipamentos ainda é insuficiente para fazer frente ao consumo dos próximos anos, levando em conta a velocidade de crescimento em mercados emergentes e a recuperação, ainda que lenta, de economias desenvolvidas.
No Brasil, a Caterpillar desembolsou quase US$ 200 milhões para ampliar sua capacidade nos últimos anos, mas Oberhelman disse que esses investimentos podem não ser suficientes para um aguardado aquecimento de consumo. A direção discute agora quais serão os próximos passos para preparar a companhia à demanda por bens de capital após a Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016.
“Não tenho nenhum plano a anunciar no momento, mas continuaremos investindo muito no Brasil nos próximos dois ou três anos”, conta Oberhelman.
Apesar da expansão de mercados em desenvolvimento na Ásia, na África e na América Latina, os Estados Unidos devem receber metade dos investimentos previstos para 2012. No ano passado, a matriz nos Estados Unidos recebeu quase 60% dos investimentos de US$ 2,6 bilhões realizados em todo o mundo.
Apesar disso, 70% das vendas do grupo já estão fora do mercado americano. “Os Estados Unidos, a Europa, a Austrália e o Japão são muito importantes. Mas, em termos de aceleração dos investimentos, estamos buscando regiões como o Brasil, a China e o Sudeste Asiático”, afirmou o presidente da Caterpillar.
O grupo tem como meta alcançar de US$ 68 bilhões a US$ 72 bilhões em receita global neste ano, o que, se confirmado, representará um crescimento de 13% a 20% na comparação com o resultado recorde de 2011.
As previsões da Caterpillar levam em conta fatores como a recuperação dos investimentos em mercados desenvolvidos, a retomada dos gastos com construção nos Estados Unidos, a forte demanda por commodities – estimulando os negócios de seus clientes – e um crescimento de 8,5% da economia chinesa. Também incorporam a tendência de crescimento em outras economias emergentes, em meio a uma distensão da política monetária na maioria desses países.
Sobre as oportunidades de aquisições, Oberhelman afirmou que ainda vê espaço para novos movimentos de consolidação na China, dado o grande número de fabricantes operando no país asiático. Já na América Latina, há poucas opções de compra e o foco do grupo na região continuará sendo crescer organicamente – ou seja, a partir das operações já existentes.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Marcopolo tem lucro 37% maior no 4o trimestre de 2011


A fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo informou nesta terça-feira que encerrou o quarto trimestre de 2011 com lucro líquido de 113 milhões de reais, crescimento de 37 por cento sobre o resultado obtido um ano antes.
A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou 141 milhões de reais, avanço de 43,7 por cento na mesma comparação. A margem no período passou de 11,6 para 14,9 por cento.
A Marcopolo teve receita operacional líquida de 948,7 milhões de reais no quarto trimestre, avanço de 12,4 por cento sobre o mesmo período do ano anterior.
A companhia manteve as previsões para 2012, com investimentos programados de 140 milhões de reais, receita líquida consolidada projetada de 3,6 bilhões de reais e meta de produzir 32,5 mil ônibus no Brasil e no exterior.
Em 2011, a empresa investiu 74,7 milhões de reais em bens de capital e teve receita de 3,37 bilhões de reais. A produção de ônibus somou 31.526 unidades, das quais 67 por cento no Brasil.
A Marcopolo teve lucro líquido de 344 milhões de reais no acumulado de 2011, alta de 16,3 por cento sobre o ano anterior, segundo a companhia.
Já a receita operacional líquida somou 3,368 bilhões de reais no ano passado, avanço de 13,6 por cento frente a 2010.

Novo modelo de ônibus começa a circular em Londres


O mais novo modelo de ônibus londrino começou a circular nesta segunda-feira. Assim como outros veículos em atividade, ele é vermelho e tem dois andares. Seu design, porém, pretende evocar o do antigo Routemaster, que foi retirado de serviço em 2005 — e que atualmente é usado apenas em city tours.
O primeiro veículo foi colocado à disposição na linha entre a estação Victoria e o bairro de Hackney. Outros sete devem iniciar a operação nos próximos meses.
Chamado de “Boris Bus”, devido ao engajamento do prefeito, Boris Johnson, em sua implementação, o modelo resgata uma das principais características do Routemaster: a porta traseira aberta, que permite a entrada e a saída de passageiros em qualquer ponto do trajeto.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Volare Anjo Azul – Novo conceito de atendimento ao cliente


A Volare, uma das principais fabricantes nacionais de miniônibus, lança o produto Anjo Azul, veículo oficina móvel, que inova na forma de relacionamento e de atendimento ao cliente por meio da sua rede de representantes. O objetivo é proporcionar socorro mecânico ágil, independente, versátil e diferenciado, para cobertura da maioria das solicitações.
Segundo Mateus Ritzel, gerente de vendas da Volare, com o pronto atendimento o frotista poderá economizar tempo e resolver grande parte de ocorrências sem a necessidade de se deslocar a uma oficina. Com o Anjo Azul, os clientes receberão suporte in-loco de técnicos credenciados, treinados e qualificados pela fabricante para atendê-los, mesmo em lugares de difícil acesso.
“O Anjo Azul também será uma ótima oportunidade de negócio para a rede de representantes Volare”, explica Ritzel. O veículo oficina móvel é equipado com conjunto completo de ferramentas (prensa hidráulica, torno, lavadora de peças, furadeira de bancada, esmeril, bancadas mecânicas com tomadas para fonte de energia e gavetas para organização de ferramental), compressor de ar e gerador de energia, com redes pneumática e elétrica autônomas. O seu interior é dividido em dois ambientes – mecânico e eletrônico – com duas bancadas diferenciadas para serviços elétricos e eletrônicos, além de sistema para injeções eletrônicas.
Com o mesmo conceito que o Anjo Azul, a Volare também desenvolveu o produto Anjo Branco, veículo oficina móvel com venda focada em clientes finais (e não para os representantes da marca), prestadores de serviços em diferentes segmentos de atuação, como aeroportos/aeronaves/translado; manutenção de ônibus de linha; caminhões/máquinas de plantio/colheita/corte/tratores/caldeiras utilizados em usinas de cana-de-açúcar, construção de estradas, setor transporte de cargas, cooperativas de táxi e mineração, entre outros. O Volare Anjo Branco pode ter configuração personalizada, de acordo com as aplicações e necessidades do cliente.

Câmbio automatizado PowerShift dos caminhões Axor da Mercedes-Benz otimiza o consumo de combustível


Uma das principais novidades da linha 2012 de caminhões pesados Axor da Mercedes-Benz é a introdução do PowerShift, câmbio totalmente automatizado, sem pedal de embreagem. Este sistema de avançada tecnologia, já consagrado nos extrapesados Actros, passou a ser item de série nos modelos Axor rodoviários equipados com motor acima de 330 cv.
“A grande vantagem do sistema automatizado de troca de marchas é a otimização do consumo de combustível. Além disso, o PowerShift tem potencial para minimizar as diferenças de condução entre os motoristas de uma frota, aproximando os menos experientes aos melhores, fazendo com que a média de consumo da frota melhore significativamente”, afirma Joerg Radtke, gerente de Marketing de Produto Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil. “Isso resulta em menor custo operacional, assegurando mais rentabilidade para os nossos clientes”.
Os ganhos econômicos proporcionados pelo PowerShift são ainda maiores. Sem anéis de sincronização, as engrenagens são mais largas e robustas, demandando um menor custo de manutenção. Aliado à redução de peso, isso também otimiza o custo operacional.
Conforto superior para o motorista
Além de propiciar uma condução econômica, o PowerShift aumenta acentuadamente o conforto de dirigibilidade, ao realizar os engates de forma precisa, rápida e suave. Sem o pedal de embreagem, o sistema elimina esforços, com menor fadiga do motorista, que pode ficar mais atento a outros itens de desempenho e segurança da condução do caminhão.
O motorista conta ainda com fácil visualização no painel de instrumentos de qual marcha está engatada. A qualquer momento, ele pode assumir a operação, ou seja, selecionar o engate de marcha desejado por meio da alavanca de seleção semelhante a um “joystick”, iniciando a sua própria condução, se assim desejar.
O sistema é totalmente protegido, a fim de evitar qualquer tipo indevido de condução, como, por exemplo, um sobregiro do motor.

Sistema de automatização de um câmbio mecânico convencional
O PowerShift é um sistema de automatização de engate de marchas, incorporado em um câmbio mecânico convencional. Pode ser operado no modo automático, que é mais econômico, ou manual, dependendo da necessidade do condutor do caminhão. A manopla está localizada num console rebatível junto ao apoio de braço do banco do motorista.
O sistema PowerShift atua de forma eletropneumática sobre a trambulação, não havendo ligação mecânica entre o seletor de marchas e o câmbio. Os engates são selecionados eletronicamente visando a melhor condição de marcha para a situação de condução. A marcha escolhida é engrenada eletropneumaticamente, sem pedal de embreagem.
ComfortShift para modelos fora-de-estrada
Para os modelos Axor fora-de-estrada com motor OM 457 LA está disponível o já conhecido câmbio semi-automatizado ComfortShift. Por meio de um “joystick”, a marcha é pré-selecionada pelo motorista e esta marcha é eletronicamente engrenada assim que ele pressiona o pedal da embreagem.
Actros: câmbio automatizado com sensor de inclinação
Com a linha Actros 2012, a Mercedes-Benz lançou no País o PowerShift da segunda geração, novo gerenciamento do câmbio automatizado G-330 de 12 marchas sem pedal de embreagem. Além de tornar a seleção de marchas mais precisa e os engates mais rápidos, o novo câmbio vem equipado com sensor de inclinação da via, que auxilia o sistema a escolher a marcha mais adequada de condução do caminhão de acordo com o relevo da pista.
A transmissão G-330 de 12 marchas totalmente automatizada, sem pedal de embreagem, é item de série nos caminhões rodoviários Actros 2646 6×4 e Actros 2546 6×2 e também no fora-de-estrada Actros 4844 K 8×4, que possui um software especialmente desenvolvido para o trabalho em canteiros de obras e na mineração.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Audi A8 e International LoneStar: diferentes, mas com algo em comum


Eles têm muito em comum: são imponentes, confortáveis, ágeis e muito bem equipados. Mais que isso, trazem tecnologias inovadoras. As coincidências param por aí, pois nas ruas não é difícil distingui-los. O sedã grande topo de linha Audi A8 fica pequeno ao lado do LoneStar, o caminhão da International apresentado no País no fim de 2011.
Colocamos os modelos lado a lado para mostrar os avanços da indústria automobilística, aplicados a modelos com propostas tão distintas quanto um veículo comercial e um carro de alto luxo. O LoneStar não está à venda no Brasil. A Internacional estima que aqui seu preço seria de R$ 600 mil – nos Estados Unidos são US$ 120 mil. O A8 é um pouco mais “em conta”: R$ 536.700.
Detalhes do Lonestar
Imensa cabine do caminhão tem compartimento com sofá que vira uma cama do tipo “viúva”. Há até uma cozinha improvisada, com micro-ondas e refrigerador.
Cheio de mostradores, o painel parece mais o de um avião. Modelo é equipado com motor seis-em-linha a diesel, de 15 litros, que gera absurdos 256 mkgf de torque. Câmbio manual tem 18 marchas.
Mas vamos aos destaques desses veículos. O LoneStar traz suspensão a ar no eixo dianteiro, o que evita oscilação vertical, ar-condicionado noturno, que funciona durante nove horas, em média, tanto no quente quanto no frio; e sensor de mudança de faixa, para evitar acidentes se o motorista perder a atenção.
É mais alto que uma casa térrea. A área externa da sua cabine possui 4,10 metros de altura e 5 metros de comprimento. Já o dormitório, espaço fundamental nesse tipo de veículo, tem 2,6 metros de pé direito e contempla uma cama de solteiro, do tipo viúva.
Detalhes do A8
Luxuoso, sedã traz muito conforto para quem vai atrás. São quase 3 metros de entre-eixos, o que deixa as pernas dos passageiros muito confortáveis. Há ainda entradas para fones de ouvido e ajustes individuais para a temperatura.
Volante é multifuncional, assim como a tela central de 7 polegadas, que projeta informações sobre os muitos sistemas eletrônicos do A8. Carro traz motor V8 de 420 cv de potência.
O sedã traz a segurança em destaque. Em combinação com o controle eletrônico de estabilidade (ESP) há sensores que preparam o carro para uma colisão, se perceberem que esta pode acontecer. Fecha as janelas laterais e o teto solar e tensiona os cintos de segurança.
O Audi Side Assist avisa por meio de um LED amarelo piscante no retrovisor externo se há veículos se aproximando lateralmente.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Governo corta R$ 1,9 bilhão do orçamento de transporte em 2012


O governo federal cortou R$ 1,9 bilhão no Orçamento da União previsto para o Ministério dos Transportes – um dos principais responsáveis pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – em 2012. Dos R$ 19 bilhões previstos pela Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovada pelo Congresso Nacional, o montante diminuiu para R$ 17,1 bilhões.
De acordo com o Ministério dos Transportes, o detalhamento de como os cortes serão realizados na pasta, e quais projetos serão afetados, deve acontecer após a edição de um decreto pelo governo federal, previsto para a próxima semana. A única garantia, segundo o governo, é a de que os recursos previstos para o PAC serão mantidos.
O anúncio da medida foi feito pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, na última quarta-feira (15). Após análise da projeção de despesas e receitas até o fim do ano, o governo bloqueou, no total, R$ 55 bilhões do Orçamento. O valor é 10% maior que o corte anunciado no início de 2011, R$ 50 bilhões.
Segundo os ministros, a estimativa é que a receita líquida primária total apresente redução de R$ 29,5 bilhões na arrecadação, em relação à previsão inicial – R$ 24,6 bilhões nas receitas administradas pela Receita Federal e R$ 4,8 bilhões na Contribuição para o Regime Geral da Previdência Social (RGPS). As estimativas de arrecadação de quase todos os tributos também foram reduzidas.
Sobre a redução dos gastos, o governo avalia que será possível reduzir R$ 20,5 bilhões das despesas obrigatórias – principalmente com o pagamento de subsídios, benefícios previdenciários e complementação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) – e R$ 35 bilhões das despesas discricionárias.
Além do setor de transporte, incluído nos gastos discricionários, também sofreram cortes outras pastas importantes como Saúde (R$ 5,5 bilhões), Educação (R$ 1,9 bilhão), Cidades (R$ 3,3 bilhões), Defesa (R$ 3,3 bilhões), Integração Nacional (R$ 2,1 bilhões), Agricultura, Pecuária e Abastecimento (R$ 1,9 bilhão) e Ciência e Tecnologia (1,5 bilhão).
Otimismo
Com essa economia, os ministros adiantaram que a taxa anual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) projetada para 2012 é de 4,5%. Eles garantiram que, além do PAC, os investimentos no Minha Casa, Minha Vida e nos principais programas sociais serão integralmente preservados.