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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Vendas de pesados na Europa caem ainda mais


A situação do mercado europeu de veículos pesados agravou-se, com a queda das vendas atingindo 9,8%. Com isso, as perdas acumuladas em 2012 chegam já aos 6,2%.
Em Agosto foram emplacados na União Europeia 19042 veículos de mercadorias de mais de 3,5 toneladas. Há um ano haviam sido 21108. A Alemanha recuou 10,6%, para os 6627 veículos; a França caiu 13,3%, para os 2111; a Itália afundou 31,2% até aos 1098; Espanha baixou 21,1% para os 753. E mesmo o Reino Unido cedeu 3,5% para os 2284 caminhões.
A contrariar a tendência geral, a Polônia avançou 33,9% (1414 registos) e a Dinamarca chegou aos 19,9% (344). Mas foram as exceções, a par da Finlândia, Letônia e Eslováquia, mercados de reduzida dimensão. A Holanda também cresceu, mas apenas 2,% (883).
Em Portugal, em Agosto foram vendidos 122 pesados, contra os 168 de um ano. Uma queda de 27,4%.
No balanço dos primeiros oito meses do ano, as vendas de caminhões na UE somam 192898 veículos, contra os 205582 de há um ano. O Reino Unido lidera destacado os ganhos, com uma subida de 14,9%, com 27142 emplacamentos.
Todos os principais mercados estão claramente em perda. A Alemanha, regista 59990 caminhões (menos 5,9%), a França 31466 (menos 4,1%), a Polônia 10612 (menos 1,6%), a Itália 9911 (menos 30,2%), a Holanda 8030 (menos 8,6%) e a Espanha fica-se pelos 7964 (menos 21,2%).
Portugal continua entre os piores resultados, com um acumulado de 1124 camiões e uma perda homóloga de 44,4%. Pior só mesmo a Grécia, que afunda 64,8% e só matriculou 135 caminhões, e Chipre, com um recuo de 45,5% para 67 unidades.

Ônibus Audace amplia linha de modelos rodoviários/intermunicipais da Marcopolo


A Marcopolo amplia a sua linha de ônibus rodoviários e intermunicipais com o lançamento do novo modelo Audace. O objetivo é oferecer uma solução diferenciada para os segmentos de fretamento contínuo, fretamento receptivo e linhas regulares de média e curta distâncias.
O veículo foi concebido de acordo com os mais recentes conceitos de fabricação que proporcionam melhor aproveitamento do espaço interno, mais conforto, segurança e ergonomia, além de conferirem maior rigidez e resistência estrutural e menor custo operacional para o transporte de passageiros.
Com design futurista, identidade da empresa, o Audace foi desenvolvido para complementar a já conceituada linha de rodoviários, composta pelos modelos Paradiso, Viaggio e Ideale.
Visual inédito e arrojado
A principal característica externa do Audace é o seu arrojado design, com novos para-brisas e vidros colados, que ampliam a visibilidade para os passageiros e para o motorista, assim como o conjunto ótico, com LEDs nas luzes de direção e de posição e faróis de neblina opcionais. Na traseira, recebeu lanternas integrais e delimitadores exclusivos, também em LEDs, o que amplia a segurança. A adoção de LEDs nas sinaleiras aumenta a eficiência luminosa e, por terem maior vida útil, ampliam os intervalos de troca/manutenção.
Internamente, a grande novidade é o alto padrão de conforto e ergonomia. O Audace ganhou inédita porta do tipo In-Swing, que se desloca para a parte interna do veículo e oferece maior segurança e funcionalidade na operação, além da escada com novo desenho dos degraus, que tornam a operação de entrada e saída mais confortável e agradável. A segurança também é garantida pelos corrimãos posicionados de forma mais acessível e pela iluminação em LEDs. A parede de separação do salão de passageiros e da cabine do motorista também é inovadora, projetada com desenho funcional que permite o melhor aproveitamento do espaço interno do posto do motorista.
A iluminação do salão de passageiros é toda em LEDs, com luzes indiretas para maior comodidade e sofisticação. Os LEDs estão presentes também nas luzes de leitura dos porta-focos, que contam ainda com saídas individuais para o sistema de ar-condicionado.
Para maior conforto, o Audace apresenta novas poltronas executivas, mais largas, com 1.030 mm, que proporcionam fácil acesso. Outra novidade está na padronagem mais arrojada e moderna dos tecidos das poltronas, das laterais e dos porta-pacotes. O veículo conta ainda, como item opcional, com monitores de 15 polegadas posicionados no teto ao longo de todo o salão para possibilitar aos passageiros melhor visibilidade de qualquer poltrona.
Outra inovação do Audace, para maior conforto dos passageiros, é o avançado sistema de renovação de ar natural. O ar-condicionado proporciona maior eficiência na climatização de todo o ambiente, pois conta com novos dutos integrados ao teto e chicote elétrico separado, para melhor funcionamento.
Tecnologia de ponta
A grande área envidraçada nas portas do Audace e nas paredes de separação permitiu aumentar o campo visual e a sensação de bem-estar dos passageiros. A porta de acesso ao salão, que abre para o lado de fora, facilita o deslocamento dos passageiros sem interferir nas poltronas e a fechadura possui acionamento suave e confortável.
A cabine do motorista também tem desenho inovador, com inédita parede curva e ótimo acesso ao posto do motorista, facilitando o deslocamento de sua poltrona e proporcionando maior espaço e melhor dirigibilidade. As linhas do acabamento interior da cabine seguem as tendências automobilísticas, com materiais e texturas mais “amigáveis” e modernos.
O painel incorpora todos os instrumentos, como o display da câmera de ré, câmeras internas e o sistema multiplex (funções conjugadas de todos os equipamentos do ônibus), com design dos comandos projetado para facilitar o alcance e a reação do motorista durante a viagem.
O novo Audace estará disponível nas versões 4×2, com até 12.700 mm de comprimento e 3.200 mm de altura e tem capacidade para transportar de 46 a 49 passageiros, com ou sem sanitário.
Fonte: Marcopolo

Volvo apresenta tecnologias na FetransRio 2012


A Volvo Bus Latin America lança na FetransRio, que acontece de 3 a 5 de outubro, no Rio de Janeiro, um moderno gerenciador de frota. O sistema pode ser aplicado nas linhas de chassis urbanos e rodoviários e permite que o transportador tenha um completo raio x de suas operações. Além disso, é possível acompanhar os veículos em trânsito em tempo real, via Internet.
“O sistema é uma importante ferramenta que contribui para aumentar a produtividade e a rentabilidade do transportador”, afirma Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America. A partir de 2013, todos os veículos rodoviários e híbridos da marca, contarão com o hardware instalado de fábrica, que permite a ativação do serviço caso seja contratado. Nos ônibus urbanos, o sistema é um item opcional.
O gerenciador de frota oferece ao transportador informações sobre consumo de combustível, emissão de poluentes, horas rodadas e velocidade média da frota por veículo e também por motorista. Além disso, é possível acompanhar a posição do ônibus em tempo real, identificando atrasos, problemas ou desvios de rotas, e gerar um histórico de posições.
“O sistema faz um diagnóstico completo sobre a operação do veículo e o comportamento do motorista. Com essas informações, é possível definir metas, identificar desvios e adotar medidas para aumentar a segurança da operação, além de diminuir os custos operacionais de consumo e manutenção”, explica Bernardo Cruz, coordenador de telemática da Volvo Bus Latin America.
É possível, por exemplo, identificar deficiências de condução e, a partir delas, investir em treinamentos de direção econômica e defensiva para melhorar o desempenho dos motoristas ao volante. “A maneira de conduzir influi diretamente no consumo de combustível e na vida útil das peças. Os treinamentos melhoram o desempenho do motorista, contribuindo para reduzir o consumo de combustível e aumentar a vida útil dos componentes e o conforto dos passageiros”, comenta Cruz.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Ônibus híbridos produzidos pela Volvo no Brasil começam a circular em Curitiba


Os primeiros ônibus híbridos produzidos pela Volvo no Brasil começam a circular em Curitiba nesta quinta-feira, 27 de setembro. Movido à eletricidade e a diesel, o veículo reduz em 90% a emissão de gases poluentes em relação aos ônibus com tecnologia Euro 3, que encontram-se em circulação atualmente.
“Somos a primeira montadora a trazer para o Brasil uma solução híbrida para transporte urbano de passageiros, o que reforça a posição de vanguarda da Volvo em oferecer soluções de transporte menos poluentes, mais econômicos e que contribuam com a qualidade de vida da população”, afirma Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America.
Serão 30 ônibus híbridos circulando em Curitiba. Os primeiros dez farão a linha Interbairros I. Os outros 20, ainda sem data para entrar em circulação, vão substituir os veículos que fazem as linhas Detran-Vicente Machado, Água Verde-Abranches, Juvevê-Água Verde, e Jardim Mercês-Guanabara.
O ônibus híbrido produzido pela Volvo no Brasil tem uma tecnologia revolucionária e é a solução híbrida mais avançada já desenvolvida. A tecnologia Volvo permite economia de combustível de até 35% em relação aos veículos com motor somente a diesel.
Comparado aos ônibus equipados com tecnologia que atendem às normas de emissões Euro 3 (em circulação atualmente), os ônibus híbridos emitem 90% menos material particulado, 90% menos NOX e 35% menos CO2. Outra vantagem do veículo é não emitir ruído em cerca de 30% a 40% do tempo de operação. “Estamos muito otimistas. A eletromobilidade é um caminho sem volta”, destaca Euclides Castro, gerente da linha de ônibus urbanos da Volvo Bus Latin América.
Chamada de “Híbrida em Paralelo”, a tecnologia foi projetada para um ônibus com dois motores, um a diesel e outro elétrico, que funcionam em paralelo ou de forma independente. O motor elétrico é utilizado para arrancar o ônibus e acelerá-lo até uma velocidade de aproximadamente 20 quilômetros por hora, e também é usado como gerador de energia durante as frenagens.
O motor diesel entra em funcionamento em velocidades mais altas. A cada vez que se acionam os freios, a energia de desaceleração é utilizada para carregar as baterias. Quando o veículo está parado, seja no trânsito, em pontos de ônibus ou em semáforos, o motor diesel fica desligado.
A fábrica da Volvo, em Curitiba, é a primeira fora da Suécia, sede mundial da empresa, a produzir chassis híbridos da marca. A produção dos veículos iniciou em junho deste ano. As primeiras unidades são destinadas à Curitiba e São Paulo.

Iveco aposta na produção de ônibus


Na tentativa de estabelecer uma pauta de produtos diversificada, a Iveco, subsidiária do grupo Fiat, aposta suas fichas no segmento de passageiros. Focada inicialmente na linha de carga, a montadora deve iniciar no mês que vem a fabricação de sua planta militar em Sete Lagoas, na Região Central de Minas, mesmo período em que anuncia dois novos produtos voltados para a categoria de transporte comercial de passageiros: um inédito micro-ônibus maior que o City Class, e o chassi de ônibus com motor dianteiro 17E25. Na semana passada, a companhia apresentou em São Paulo o primeiro integrante do segmento: a versão do Daily Minibus para o transporte de pessoas, disponível nas versões turismo e fretamento.
Detalhes dos dois novos veículos são mantidos em sigilo. A empresa vai apresentá-los ao público na Expo-Ônibus, que integra a nona edição da FetransRio, feira de mobilidade que acontece na capital fluminense de 3 a 5 de outubro. O micro-ônibus vai aproveitar a plataforma do minibus City Class (modelo fabricado em parceria com a Neobus que atende, entre outros, o programa Caminhos da Escola, do governo federal). A fabricação já começou e as vendas terão início em outubro, depois da feira.
No caso do chassi, trata-se de um ônibus convencional, com dois eixos, para atender o transporte público de passageiros – por enquanto não serão fabricados veículos articulados para aproveitar a implantação do Transporte Rápido por Ônibus (BRT, sigla em inglês) nas cidades-sedes da Copa’2014. Há alguns anos, a Iveco cedeu o protótipo para concessionárias fazerem o teste em estados do Sul e do Nordeste. O produto deve ser fabricado a partir do ano que vem, atendendo a legislação internacional de emissão de poluentes Euro 5.
O objetivo da marca italiana é abocanhar uma fatia de mercado do principal segmento de chassis urbano e rodoviário do Brasil, aqueles com capacidade de transportar até 17 toneladas. Nisso, a empresa também acirra a concorrência: a Agrale lançou o MA 17.0 e a Volvo sua versão de suspensão a ar do B270F. “Hoje, na Europa, a Iveco é full line, com presença em todos os segmentos. No Brasil, concluímos com bastante sucesso a renovação da linha de caminhões e agora partimos para os demais segmentos. Inicialmente com a divisão de militares e passageiros”, afirma o coordenador de Marketing de Produto da Linha de Ônibus da Iveco, Leonardo Coutinho.
O lançamento do Daily Minibus integra a estratégia da montadora de renovar sua linha e expandir os negócios para o transporte comercial de passageiros. Dados da companhia apontam que o mercado de vans é dividido entre turismo/executivo (42%); transporte escolar (40%) e outras aplicações (18%). Criado em cinco configurações, o produto é classificado como premium e pode ser encontrado tanto na versão turismo/executivo quanto no fretamento. A expectativa da montadora é produzir 500 unidades por ano a partir de 2013, ocupando fatia de 12% do mercado de vans premium. “É um novo produto na gama ofertada, que vai de encontro com a estratégia de entrar no segmento”, afirma Coutinho.
A versão turismo oferece acabamento luxuoso e itens diferenciados, como TV LCD de 15 polegadas com DVD player acoplado e geladeira de 20 litros.
A montadora trabalha em segredo em um de seus projetos mais ousados: um modelo urbano movido a gás natural veicular (GNV). O projeto, que já recebeu adaptações na fábrica da Neobus, visaria concorrer com o Volvo Hybribus (primeiro veículo pesado híbrido brasileiro). A montadora sueca já vendeu cerca de 300 unidades do chassi para Curitiba.
Para carga, guerra e passageiros
Instalada em Sete Lagoas há pouco mais de uma década, a Iveco inicialmente manteve foco na linha de carga. Recentemente, no entanto, a montadora investiu na criação da divisão militar para fornecer veículos de guerra para o Exército brasileiro e agora parte para o segmento de passageiros, que, até então, se restringia a vans fabricadas para programas governamentais. Com a diversificação, a expectativa da montadora é atingir 15% da fatia do mercado de veículos pesados
Apenas neste ano, a montadora anunciou o lançamento de cinco produtos na tentativa de renovar a linha de pesados. Antes do Minibus, a montadora já havia redesenhado as gerações do Stralis, Ecoline do Daily, Trakker e Tector. Aproveitando o fato de ser obrigatório atender as exigências da normativa Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores P7 (na Europa, o programa é conhecido como Euro 5), do Conselho Nacional de Meio Ambiente, legislação que obriga a redução da emissão de gases poluentes, a montadora decidiu modernizar sua linha de produtos e expandir a fábrica mineira.
Mas, nesse sentido, a principal ação da estratégia de diversificação foi a implantação de uma unidade militar na planta de Sete Lagoas. O primeiro contrato para fornecimento de 86 unidades do VBTP-MR Guarani para o Exército foi assinado antes mesmo de a planta ser inaugurada. Ao todo, o governo federal deve pagar R$ 240 milhões, com as entregas sendo feitas até julho de 2014. Mas a parceria terá duração de 20 anos, segundo acordo estabelecido em 2009. O fornecimento, no entanto, não será exclusivo para o Brasil. A fábrica, prevista para iniciar as operações no mês que vem, tem capacidade para produzir até 115 unidades por anos e a Iveco conversa com outros países sul-americanos.

Audace: O novo ônibus da Marcopolo


O setor de fretamento não só tem perspectivas de crescer, principalmente com o aumento da renda e os eventos mundiais como Copa do Mudo e Olimpíadas no Brasil, mas vai se tornar cada vez mais exigente. O mercado já quer ônibus que não sejam tão caros, mas que ofereçam conforto, design e sofisticação, mesmo nos menores deslocamentos. E para atender a estas necessidades que inicialmente parecem ser opostas, sofisticação e bom preço, é que a Marcopolo apresentou o Audace para a imprensa especializada em sua planta Ana Rech, em Caxias do Sul.
O ônibus fica entre o Ideale, modelo mais simples da marca para fretamento e linhas curtas, e a linha do Viaggio, veículo de categoria mais elevada, da família de ônibus rodoviários da Geração Sete – G7. Assim como todo o mercado, a Marcopolo aposta que o setor de fretamento, que registrou queda neste ano como reflexo do nível de atividade econômica reduzido, tem muito a expandir. E isso antes mesmo dos eventos de grande magnitude, como explica o diretor comercial do mercado Brasil da Marcopolo, Paulo Corso.
“O fretamento é o segmento de ônibus que reflete mais instantaneamente o momento econômico. Quando a indústria e os serviço são afetados e começa a reduzir o nível de atividade e de emprego, o primeiro a sentir é o fretamento. As obras que vão se intensificar para preparar o Brasil para a Copa e para as Olimpíadas e também modernizar as cidades vão aumentar a necessidade de transportes de trabalhadores”. – disse Paulo Corso.
Ele ainda explica que o segmento de fretamento tem várias exigências, que agora com o novo modelo serão correspondidas pela empresa de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. “Existe o serviço de fretamento contínuo para o qual o empresário vai cobrar um valor menor e oferece um serviço com ônibus bons porém mais simples. São deslocamentos pequenos para levar o trabalhador de casa para a empresa. Já no fretamento eventual, que conta com receptivos, passeios turísticos, deslocamentos de comitivas e executivos, excursões, etc, para ganhar mercado, o empresário deve oferecer um ônibus que tenha um visual mais refinado e características de conforto. O cliente paga a mais por este serviço e hoje os passageiros são mais exigentes. Se o empresário não corresponder a estas exigências, ele não continua competitivo.” – explicou Paulo Corso.
Marcopolo quer ampliar a liderança em fretamento
E é justamente por conta destas faixas de mercado no fretamento que a Marcopolo vai manter a linha de seu modelo básico, Ideale 770. “De forma alguma o Ideale vai sair de linha agora. O modelo já se tornou um campeão de vendas aqui no Brasil. Nós estamos colocando um produto a mais em nosso portifólio que é o Audace. Como é que estamos hoje neste segmento? Nós temos o Ideale, agora o Audace e já o Viaggio 900 em linha, além de outros produtos mais sofisticados que também podem ser usados em fretamento. A gente vai procurar manter a liderança neste segmento e inclusive agregar mais venda” – disse Paulo Coro.
Em 2012, por conta da queda no nível de atividade econômica global e das renovações de frota antecipadas no ano passado devido às mudanças de padrões de emissão de poluentes que deixaram os ônibus mais tecnológicos e mais caros, as vendas de ônibus de fretamento em todo o mercado não podem ser tomadas como parâmetro.
Mas em média, entre todas as marcas, o fretamento demanda de 2,8 mil a 3 mil ônibus novos por ano para o mercado interno. Hoje a Marcopolo vende para o segmento cerca de 1,5 mil unidades por ano, o que já revela um crescimento, já que entre 2009 e 2010, esta faixa de mercado representava cerca de 600 ônibus anualmente pela empresa.
A estimativa da empresa é vender em 2012 de 200 a 300 unidades do Audace e em 2013, a empresa quer comercializar de 800 a mil unidades só deste modelo. Com isso, vai ampliar sua faixa de liderança. O Audace, prevê a Marcopolo, vai reinserir os produtos da companhia também no mercado de exportações.
O Ideale não tinha forte presença nas vendas internacionais. Para os embarques internacionais, a Marcopolo apostava no modelo Andare, considerado de projeto ultrapassado até mesmo pela empresa. Ele se assemelha à já aposentada linha de rodoviários da Geração Seis.
Atualmente, envolvendo todas as fabricantes de carrocerias brasileiras, são exportadas em média 1,5 mil unidades de fretamento. A Marcopolo responde por aproximadamente 400 unidades. A empresa quer atingir diversos países com o Audace, mas os mercados mais cobiçados são Uruguai, Chile e México pelo potencial de compra. O Audace foi desenvolvido para as condições operacionais brasileiras, mas o modelo, com suas versões, é global.
“O Audace é um produto global, ele vai ter aplicações em outros mercados. Para o Brasil, o desenvolvimento foi de um produto especificamente desenhado para nosso mercado. O Audace já vinha sendo elaborado há dois anos focado na realidade brasileira” – disse o gerente coorporativo de design da Marcopolo, Petras Amaral.
Se na categoria, o Audace fica entre os modelos Ideale 770 e Viaggio 900, com os preços não é diferente. Só a carroceria do Ideale, sem o chassi, custa R$ 140 mil. A do Viaggio 900, o ônibus mais simples da linha G7, sai por R$ 190 mil. Já a carroceria Audace deve ser oferecida com valor entre R$ 170 e R$ 180 mil.
Configurações
Inicialmente, o Audace será encarroçado sobre chassis de motor dianteiro da MAN Latin America/Volkskswagen Caminhões e Ônibus e da Mercedes Benz do Brasil. A quantidade de assentos varia de acordo com o tamanho da carroceria e também da presença de sanitários.
Confira:
MERCEDES – OF 1721 – Euro V (com a porta de separação entre motorista e passageiros, abrindo para a cabine do condutor):
• 12,7 m: 46 lugares com sanitário e 49 sem sanitário
• 12,1 m: 42 lugares com sanitário e 45 sem sanitário
• 11,5 m: 45 lugares sem sanitário
VOLKSWAGEN OF 17.230 – Euro V (com a porta de separação entre motorista e passageiros abrindo para a cabine do condutor):
• 12,63 m: 45 lugares com sanitário e 48 sem sanitário
• 12,1 m: 51 lugares sem sanitário
• 11,3 m: 41 lugares sem sanitário.
No caso de a configuração da porta de divisão entre o salão dos passageiros e a cabine do motorista for de abertura convencional, no sentido das primeiras poltronas, cada modelo perde um assento. A Marcopolo já estuda ampliar a gama de versões para outros chassis, inclusive de motores traseiros com cerca de 300 cavalos de potência.
Características do ônibus Audace
Quem vê o Audace pode dizer que ele é um integrante da linha de ônibus Geração Sete da Marcopolo. Em parte é verdade e em parte, não. Isso porque, a Marcopolo admite que o veículo possui as características das linhas atuais de ônibus da empresa, mas diz que o Audace é um produto exclusivo e não apenas uma versão do que já é fabricado.
Um dos objetivos estéticos do Audace é criar um conceito renovado, mas que tenha a identidade da Marcopolo, como explica o gerente coorporativo de design da empresa, Petras Amaral. “O ônibus tem elementos reconhecíveis da Marcopolo. Elementos característicos. No Audace não foi diferente. Mas sofisticamos mais nos conjuntos óticos que têm o DNA da família G 7, mas são produtos exclusivos” – comentou o executivo da área de design.
Entre os diferenciais apresentados pela Marcopolo estão poltronas mais largas e ergonômicas, novo sistema de porta, que se desloca para dentro do veículo, faróis integrais, nova porta que separa o salão dos passageiros e a cabine do motorista, maior uso de peças de lâmpadas de led em sinais e lanternas e mais espaço para o motorista.
Porta IN-SWING
Diferentemente das portas pantográficas ou das que se abrem por braços pneumáticos, a porta do sistema In Swing desloca para a parte interna do veículo. Na folha única há um corrimão. Segundo a Marcopolo, além de deixar as operações de embarque e desembarque mais rápidas e seguras, o sistema de porta in swing economiza espaço no ônibus e ajuda até mesmo na manobrabilidade do veículo.
Porta para a cabine do motorista
Este item é opcional no Marcopolo Audace. O deslocamento da porta que divide a cabine do motorista do salão de passageiros pode ser na direção do posto do condutor ou de maneira convencional para a área onde ficam as primeiras poltronas. Se o deslocamento for para o lado do motorista, o salão de passageiros pode contar com mais um assento em determinadas versões.
Conjunto Óptico Dianteiro
Segundo a Marcopolo é uma das principais novidades do Audace. Os faróis lembram os da linha de rodoviários da Geração Sete, mas apresentam diferenças estéticas. Além disso, estes faróis são integrais. Os indicadores de direção e a luz de posição são de Led, o que aumenta a durabilidade do conjunto e melhora a visibilidade. Como opcional, o veículo pode ter luz de neblina.
Conjunto Óptico Traseiro
A Marcopolo também apostou no sistema de Led para o conjunto óptico traseiro. As lanternas, piscas e luzes de posição e de freio são deste sistema. O ônibus também conta com retro-refletor, o que auxilia na visualização do veículo por parte de outros motoristas, mesmo quando o ônibus estiver desligado.
Poltronas mais largas
A encarroçadora de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, afirma que as poltronas do Audace são as mais largas, logo as mais confortáveis, da categoria de ônibus de fretamento. A largura é de 1030 milímetros. Há duas opções de assentos, de 420 mm e 435 mm. O revestimento foi modernizado em relação aos outros ônibus da marca, em especial na comparação com o Ideale.
Salão de passageiros
Apesar de o ônibus ser planejado para trafegar em pequenas e médias distâncias, o interior é requintado para o padrão de deslocamento, o que era comum até então para ônibus de viagens maiores. Isso mostra a tendência do mercado de fretamento, principalmente o eventual, que engloba o turismo e o transporte de executivos, de exigir veículos de maior categoria. O porta-pacote é amplo, as saídas de ar-condicionado são individuais na direção de cada assento e as luzes de leitura são de led.
Grade dianteira
A grade dianteira do ônibus é em forma de colméia e pode ser cromada. A forma além de garantir uma estética mais moderna, facilita a circulação de ar na região do motor e do sistema elétrico, auxiliando no resfriamento necessário.
Cabine do motorista
Se o passageiro, que vai descansando dentro de um ônibus de fretamento merece conforto, imagine o motorista que precisa estar atento a tudo que se passa dentro e fora do veículo. Assim para aumentar o rendimento e as melhores condições de trabalho, a Marcopolo disse ter feito um posto de condutor mais moderno e espaçoso. O posto de trabalho é mais largo e o deslocamento da poltrona do motorista é maior, segundo a Marcopolo.
Painel
A encarroçadora garante que o painel do Audace traz elementos mais modernos que facilitam o trabalho do condutor. Há o sistema multiplex, que informa em tempo real no painel os principais dados operacionais relacionados à carroceria e sistemas de tração e elétrico. Eventuais problemas são apontados na hora para a correção imediata.
Parede de separação
A divisória do salão de passageiros e das áreas de embarque/desembarque e do motorista ganhou mais área envidraçada. Com isso, segundo a Marcopolo, a visibilidade do passageiro aumenta. E normalmente, quem vai usar ônibus para turismo quer ver a paisagem durante o deslocamento.
Estrutura
A estrutura da carroceria é tubular com padrão europeu R 66. O vigia traseiro e os vidros laterais são colados. Na lateral, estes vidros podem ou não ter janelas. A lataria recebe um tratamento contra corrosão.
Além do fretamento
Apesar de o principal mercado do Audace ser o de fretamento, que deve se expandir nos próximos meses, a carroceria pode ser usada para uma gama maior de serviços. É uma opção para linhas rodoviárias regulares de pequenas e médias distâncias desde que os órgãos gerenciadores permitam o uso de ônibus com motorização dianteira. Futuramente, o Audace poderá encarroçar ônibus com motor traseiro.
Também pode ser usado para ônibus de linhas seletivas, que são linhas semelhantes às urbanas e metropolitanas, mas que possuem um padrão maior de serviço, com veículos do estilo rodoviário, com ou sem catracas dentro.
Mas em alguns locais, na opinião do diretor comercial mercado Brasil da Marcopolo, Paulo Corso, os serviços de linhas seletivas precisam ter mais definição quanto à exigência do tipo de frota.
“Na EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), em São Paulo, há uma desorganização. Lá o seletivo pode ser um G7, um micro, um Ideale, um Senior Midi ou até um urbano adaptado” – disse Paulo Corso.
Se o Audace foi um projeto audacioso, o mercado é quem vai julgar. O certo é que, apesar do nome, ele foi bem pensado e planejado, não só quanto ao veículo, mas também à sua época de lançamento: quando a indústria de ônibus deve retomar ritmo e quando o segmento de fretamento terá a demanda ampliada. E retomar o ritmo com um produto novo é sem dúvida nenhuma uma boa estratégia.

Fabricantes de caminhões registram quedas de vendas em vários países


Os fabricantes de caminhões e outros veículos comerciais enfrentam crescentes empecilhos impostos pela economia mundial. A demanda por esses produtos arrefeceu na Europa, China e Brasil, e as perspectivas para o mercado anteriormente aquecido dos Estados Unidos mostram-se mais incertas.
A crise da dívida soberana da União Europeia fez com que os clientes industriais adiassem aquisições, de alto valor, de caminhões pesados, enquanto as reduções dos orçamentos públicos comprometeram a demanda por ônibus.
As vendas de caminhões também desaceleraram na China e na Índia, dois dos maiores mercados mundiais de veículos comerciais, enquanto o enrijecimento das normas de emissões e o enfraquecimento da economia fizeram o Brasil entrar em calmaria.
“Na UE… a crise do euro desencadeou uma segunda recessão do mercado de veículos comerciais e suplantou o ciclo de oito anos habitual no setor”, advertiu a consultoria AlixPartners em estudo publicado na semana passada. A consultoria prevê que as vendas de veículos comerciais cairão de 15 a 20% na Europa ocidental este ano e que o nível de 2008 das vendas não voltará a ser alcançado antes de 2015.
Mesmo assim, ao apresentar pela primeira vez seus robustos produtos na feira IAA de Veículos Comerciais de Hannover, os fabricantes europeus se revelaram otimistas quanto às perspectivas de longo prazo. Eles vêm se empenhando em reduzir custos, aumentar a eficiência do consumo de combustível, a produção local e o compartilhamento de peças, enquanto aproveitam a solidez da demanda, persistente em mercados como o da Rússia. A consultoria McKinsey prevê que o mercado mundial de caminhões pesados aumentará de € 125 bilhões para € 190 bilhões até 2020.
Os fabricantes de caminhões estão bastante acostumados às flutuações cíclicas, e o desaquecimento atual é muito menos grave do que o observado durante a crise de 2008-09, a pior a atingir o setor em várias décadas. A fragilidade da recuperação afetou algumas empresas mais do que outras, de acordo com sua exposição a mercados especialmente fracos da Europa e América Latina.
A sueca Scania deverá reduzir a produção em cerca de 15% este ano, enquanto a alemã MAN – que, a exemplo da Scania, é majoritariamente controlada pela Volkswagen – anunciou congelamento das contratações em julho, após seu lucro operacional ter recuado 38% no primeiro semestre do ano. A divisão de caminhões Iveco, da Fiat, pretende fechar cinco unidades de produção na França, Áustria e Alemanha até o fim do ano. A medida afetará mais de mil funcionários.
Por seu lado, a comercialização de caminhões pela Daimler, a maior fabricante mundial desse veículo em termos de vendas, cresceu 20% nos oito primeiros meses do ano, ajudada pela elevação de 27% computada nos EUA, por uma alta de mais de 80% na Rússia e por um desenvolvimento “estável” na Europa.
Andreas Renschler, diretor da divisão de caminhões e ônibus da Daimler, reconhece que “o sol não está propriamente brilhando em todo lugar”, mas diz que “o panorama geral mostra-se sólido”.
As vendas de caminhões da Volvo, a maior concorrente da Daimler, caíram 3% no período de oito meses encerrado no fim de agosto, comparativamente ao mesmo intervalo do ano passado; as vendas na Europa ocidental recuaram 13%, enquanto as realizadas na América do Sul despencaram 25%.
As vendas da Volvo na América do Norte subiram 23% durante esse período, mas no segundo trimestre suas encomendas procedentes da América do Norte sofreram a queda vertical de 47%.
“Nos EUA, o sistema de varejo está se mantendo bem, mas a entrada de encomendas para os fabricantes de equipamentos originais está menor. Estamos tentando nos precaver da superprodução”, disse Olof Persson, principal executivo da Volvo, ao “Financial Times” antes da feira.
O banco de investimento JPMorgan Cazenove previu uma retração de 10% do mercado de caminhões da América do Norte em 2013, corrigindo prognóstico anterior de que o setor patinaria. “Estamos mais cautelosos com a demanda dos EUA por caminhões nos próximos meses, com o amortecimento do fluxo de encomendas, a moderação do nível de atividade do setor de frete nos EUA e o enfraquecimento dos indicadores antecedentes [econômicos]“, disse o analista Alexander Wright aos clientes.
Bernd Bohr, diretor do setor automotivo do conglomerado industrial e fornecedor de peças Bosch, disse ao “FT” ver “poucos impulsos de crescimento” para o setor de caminhões em 2013.
“Os investimentos chineses em construção tendem a diminuir e os Estados Unidos deverão permanecer estagnados, no melhor dos casos, após o sólido crescimento observado no país este ano”, disse ele.